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Prunus Workshop

prunus-depois

Desde Outubro que não escrevo no blog, mas não escrevo pela melhor das razões, pois tenho estado junto das minhas árvores, os trabalhos tem sido intensos e regulares, este é sem dúvida o ano que mais trabalhei nas árvores desde que me iniciei nesta arte e até final de Fevereiro ainda há muito trabalho a fazer. Mas isto é um tema que regressarei mais à frente, pois tenho como objectivo fazer um apanhado de todos os trabalhos feitos nesta época e publicá-los aqui no Blog.

A foto que publico foi do workshop no último fim-de-semana com a Maria João Simões na companhia do Sandro Pereira, onde tivemos a trabalhar sobre o Prunus que tinha adquirido há 1 ano atrás. A árvore tem 2 anos e meio de recuperação, tinha respondido muito bem na última época de crescimento e estava preparada para ser trabalhada.

Primeiro trabalhei toda a madeira morta juntamente com o Sandro e no último fim-de-semana tivemos um workshop com a Maria João para realizarmos a modelação, escusado será dizer que foi mais uma experiência fantástica, adoro discutir estética e trabalhar nas árvores junto da Maria, o Sandro mostrou-se à altura do desafio e com muito trabalho conseguimos concluir a primeira modelação deste Prunus.

Ainda falta algum trabalho nesta árvore, é preciso resolver o corte na base, aprimorar alguns detalhes de madeira morta, passar fogo e aplicar liquido Jin, espero conseguir finalizar os trabalhos no próximo fim-de-semana de forma a deixar a árvore descansar e esperar pela Primavera.

Sendo este o meu primeiro post de 2014, aproveito para desejar a todos um excelente ano.

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Maria João

No início do meu percurso nesta arte, perdi a conta das vezes que o nome Maria João se cruzou na minha frente, de Pegões ao Alentejo passando pela Madeira diversas eram as pessoas que me referiam o seu nome mal eu tocava no assunto Bonsai, até um ponto em que decidi literalmente ir descobrir quem era a Maria João Simões que curiosamente tanta gente falava e que tinha um Centro de Jardinagem apenas a 5 minutos da minha casa.

Já passou 1 ano e 6 meses desde esta viagem até o Centro de Jardinagem da Sobreda, hoje olho para trás e penso que foi provavelmente a melhor coisa que fiz, pois toda a minha evolução nesta arte devo-o a ela, tive a sorte de conhecer uma pessoa fantástica, cheia de sabedoria, com imensa vontade de ensinar, com uma paixão e respeito enorme tanto pela arte do Bonsai como pela Natureza.

Ao longo deste tempo variadíssimos foram os workshops que tirei com ela, cobrindo diversos temas e diversas espécies, o conhecimento que ela apresenta é enorme e sempre mostrou uma dedicação incondicional para me ensinar e para esclarecer as minhas dúvidas. Passado este ano e meio os resultados são super proveitosos e a formação é para continuar, quanto à Maria tornou-se para mim uma mestra, um exemplo, uma amiga.

Acredito que a formação nesta arte é algo crucial independentemente da maneira como vivemos o Bonsai, os workshops práticos de forma continuada fazem-nos evoluir muito e trazem-nos imensos conhecimentos.

Se procuram aprender mais sobre a arte do Bonsai, se procuram evoluir seja em que nível for, aconselho-vos vivamente a visitarem o Centro de Jardinagem da Sobreda na Margem Sul e a falarem com a Maria João Simões, certamente não se vão arrepender. De forma a partilhar a excelente experiência que tive até ao momento, deixo-vos os contactos dela.

Centro de Jardinagem da Sobreda
Maria João Simões

Quinta da Carvalha
2815-894 Sobreda
21 295 45 16
centro.jardinagem.sobreda@gmail.com

Transplantes

Sempre que mexemos nas árvores acabamos por as redescobrir de alguma forma, um novo detalhe, uma nova frente, uma nova árvore. Os transplantes não são excepção, pois são uma excelente oportunidade de as observar de ângulos que muitas vezes quando estão num vaso se tornam complicados de visualizar. Esta primeira época de transplantes do ano fez-me redescobrir 5 árvores que estavam no meu viveiro.

A lista de trabalhos não era pequena, numa colecção de 17 árvores, 8 delas necessitavam de transplante, tendo em conta o tempo disponível e de forma agilizar todo o processo, optei por deixar 3 Oleas para Agosto.

Dentro das 5 árvores que transplantei, existia um caso especial que era a separação da Sabina Duplo Tronco a decisão estava tomada já há bastante tempo e foi durante um workshop com a Maria João Simões que a operação decorreu, não foi propriamente um processo simples mas foi certamente muito interessante.

Uma visita…

Como Artista e Designer as madeiras mortas sempre foram algo que me despertaram uma curiosidade imensa, as formas infinitas e os diversos padrões que a Natureza tem capacidade de criar fascinam qualquer um que a estética faça parte da sua vida e eu não sou excepção. Sou capaz de perder horas admirar um “simples” padrão de madeira morta de uma Sabina, pois o mesmo parece-me sempre eternamente perfeito e a repetição de o observar nunca me leva ao cansaço, leva-me sim a uma admiração e fascinio profundo por uma “criatividade natural”.

A possibilidade de refinar ou esculpir do zero uma madeira morta sempre foi um tema que me interessou, mas até ao momento não tinha tido a oportunidade de observar o processo isolado e dai surgiu a visita do Ivo Santos, o trabalho de madeira morta do Ivo não é uma novidade, tive a sorte de ver ao vivo muitos trabalhos dele e acredito pessoalmente que com dedicação, será num futuro próximo reconhecido pelo seu trabalho. Uma noção estética muito interessante e um olho apurado para o detalhe fizeram desta “visita” um dia muito bem passado onde aprendi muito.

Trabalhamos duas Oleas, uma delas necessitava de um trabalho feito do zero a outra de redesenhar na totalidade a madeira morta já desenvolvida, foram cerca de 8 horas de trabalho intervaladas com um excelente almoço onde tive a oportunidade de lhe mostrar que aqui no centro para os lados da Caparica, também se come com qualidade.

Os resultados finais serão apresentados aqui daqui a alguns meses, neste momento estou focado na “recuperação” das árvores após as intervenções e em deixar a madeira secar, para que o trabalho realizado possa ser apreciado.

De volta…



Estou de volta do workshop com Antonio Gesualdi, foram 2 dias intensos onde testei as minhas poucas capacidades nesta arte, tenho de admitir que não foi fácil devido à minha inexperiência acompanhar o ritmo. Muitas vezes pensei que não iria conseguir superar os desafios/pedidos do Antonio pois quase todos eles eram novidade para mim, nunca tinha feito Sharis e Jins, nunca tinha queimado a madeira morta, nunca tinha aplicado pasta cicatrizante, nunca tinha pinçado um pinheiro, nunca tinha aplicado ráfia a única coisa que tive de fazer que já tinha feito apenas 3 vezes era aramar.

Escusado será dizer que adorei estes dias pois tive a oportunidade de praticar esta arte intensamente, quase num modo de “terapia de choque” mas em nada considero esta experiência negativa antes pelo contrário, pois sinto que evolui e aprendi muito. Não fiquei surpreendido com as minhas falhas, pois tenho muito bem a noção de onde estou e para onde quero ir, preciso treinar muito e continuar a estudar esta arte para alcançar os meus objectivos pessoais.

Quanto ao Antonio Gesualdi, é um verdadeiro artista com uma capacidade estética e técnica fantástica, que se esforçou ao máximo para entender e dar a entender as suas ideias mesmo com uma barreira grande entre o Italiano e o Português, sempre com muito boa disposição e muita vontade de ensinar e ajudar toda agente.

Gostava de agradecer especialmente aqueles que me ajudaram, quando viram que eu precisei de ajuda, são eles o Ivo, o Paulo, o Carlos e o Mário e agradecer a todos os outros membros do clube pelo apoio moral e pela excelente companhia que proporcionaram durante todo o fim-de-semana. Obrigado.

Workshop com Antonio Gesualdi

Antonio Gesualdi foi o artista convidado para o Workshop do Bonsai Clube do Porto que se realiza dia 30 e 31 de Janeiro. É com bastante agrado que irei marcar presença neste workshop, que acredito que vai ser mais um passo no meu caminho na Arte do Bonsai.

O entusiasmo é muito e a vontade de trabalhar nas árvores é ainda maior. Já decidi quais as árvores que levarei para o Porto, para os dois dias de workshop, as opções não eram muitas mas mesmo assim acredito que levo duas árvores interessantes, o Pinus Sylvestris e a Olea Sylvestris.

Tenho de confessar que estou um pouco nervoso quanto à minha inexpriência, espero conseguir superar os desafios necessários para tirar todo o “sumo” deste workshop.

Estou extremamente curioso para ouvir a opinião do Antonio e de trabalhar juntamente com ele nestas duas árvores, igualmente contente estou por ir passar três dias ao Porto uma das minhas cidades favoritas e reencontrar duas amizades que tenho vindo a fazer, o Mário Eusébio e o Ivo Santos.