Category Archives: Juniperos

The Tall One & Peter Adams

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Fotografia tirada, para a colocar à venda.

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Após a definição e limpeza da veia viva e limpeza da madeira morta.

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Desenho original do Peter Adams.

BF_David_Carvalho_Sabina_Juniper_Design_2_Col_Dwg-alterado
Desenho do Peter Adams modificado e actualizado por mim para o projecto da “Tall One”.

PeterAdams-bonsai
Nota de Peter Adams para o vaso.

É esta a beleza do Bonsai é esta a beleza da Vida. Quando a semana passada coloquei 3 Sabinas à venda a “Tall One” estava entre essas 3, na verdade foi a primeira Sabina que comprei ao Alberto (ou a segunda!) e para ser sincero já não me lembro quando lhe perdi o interesse. Inicialmente era um duplo tronco com diversos problemas e a árvore foi separada em duas pois não existia maneira de fazer um desenho credível de duplo tronco devido à ausência total de um nebari visível e comum.

Ao longo do tempo fui-me habituando a vê-la no viveiro, primeiro como duplo tronco e depois como uma árvore isolada, nos último 2 anos sofreu 2 transplantes de emergência devido a ter voado duas vezes para o chão devido a duas tempestades e quando a phytophthora atacou o viveiro, foi das árvores mais afectadas, estive prestes a perde-la, mas a verdade é que recuperou em força e hoje é das Sabinas mais vigorosas que tenho.

No último feriado juntamente com o Pedro Telmo, decidi trabalha-la, o objectivo era limpar e definir a veia viva e posteriormente limpar a madeira morta para brevemente receber uma boa dose de liquido Jin, mas a verdade é que enquanto a trabalhava pouco a pouco ia-me voltando apaixonar por ela, como se ao longo do trabalho me fosse lembrando de todas as coisas que me fizeram adquiri-la e do percurso que realizei nesta arte, dos projectos entusiasmantes que tinha inspirados nos desenhos que o Peter Adams tinha feito para ela num artigo da Bonsai Focus…

No último dia perdi a noção do tempo que gastei a olhar para ela, sentia-me verdadeiramente hipnotizado e hoje quando cheguei a casa, fui rever os desenhos originais do Peter e foi ai que encontrei um propósito muito especial para este projecto, uma homenagem a um grande Senhor do Bonsai, Peter Adams que já não se encontra entre nós. Com os devidos ajustes, vou seguir um dos projectos que o Peter desenhou para esta árvore e vou fazer até questão de seguir as indicações do próprio vaso.

E num abrir e piscar de olhos, a “Tall One” deixou de estar à venda.

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Árvores para venda / Trees for sale * VENDIDO/SOLD

Juniperus Sabina “Ryuhyou” * VENDIDO/SOLD
Years on pot: 5 years
Last Repot: March 2014*
More info: https://itoigawa.wordpress.com/2010/12/05/sabina-ryuhyou/

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Juniperus Sabina “Shiryo” * VENDIDO/SOLD
Years on pot: 5 years
Last Repot: March 2014*
More info: https://itoigawa.wordpress.com/2011/02/26/nova-sabinas/

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*Tanto a Ryuhyou como a Shiryo foram recentamente transplantadas, desta forma só após ter boa respostas da árvores é que as mesmas estarão disponíveis. / Both Ryuhyou and Shiryo were recently repotted, so only after they respond well will they be available.

Para mais informações sobre as árvores por favor contactem-me por e-mail karpakoi@gmail.com / For more info on the trees please contact me by e-mail karpakoi@gmail.com

Juniperus Sabina

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Há cerca de 3 anos atrás, comecei a coleccionar Juniperus Sabinas, sempre fui e continuo a ser fascinado por Juniperus e as Sabinas eram na realidade o caminho mais curto para adquirir material de qualidade na Europa sem ter de ficar refém de um bom Itoigawa importado que me custaria uma verdadeira fortuna. Avaliei a espécie e tanto a massa verde como a estética da madeira morta cumpriam em absoluto todos os meus requesitos, dessa forma apostei todas as minhas “fichas” na espécie e fui ao longo deste três anos coleccionando peças de qualidade pelo qual me fui apaixonando.

Ao falar com a maior parte das pessoas, todos me informavam que as Sabinas eram muito idênticas aos Itoigawas, não só a nivel de massa verde que tinham alta qualidade como a nivel de madeira morta, adoravam Sol e como todos os Juniperus adoravam humidade, que na minha zona não teria qualquer problema com a espécie. A experiência que tinha com Juniperus na altura eram dois pequenos Itoigawas de viveiro que estavam comigo à cerca de 1 ano e meio e não tinha tido qualquer problemas com eles, por isso tudo apontava para que as minhas fichas tivessem sido apostadas no “cavalo certo”.

Passado quase 4 anos, começo a tirar algumas conclusões em relação às Sabinas e embora estas conclusões possam ser precipitadas (pois venho de uma longa luta contra a Phytophthora) não há nada como “Viver e Aprender” e deixar aqui mais um passo no meu percurso no mundo do Bonsai, pois nos erros também se encontra muita sabedoria e quem sabe daqui a uns anos se estarei aqui a discordar de mim mesmo, isso significava apenas que tinha aprendido algo ao longo da minha viagem com as árvores.

Tendo em conta as características do sitio onde habitam originalmente estes Juniperus no Norte da Europa, a Caparica pouco ou nada tem a ver, estou bem mais a Sul, as temperaturas são seguramente mais altas o ano inteiro, os níveis de humidade mesmo estando relativamente perto do mar não são sequer comparáveis e a exposição ao Sol é bem mais prolongada, o que há partida não seria um problema.

Há 3 anos atrás quando coloquei as minhas Sabinas no viveiro, a maior parte delas tinha um verde absolutamente perfeito, chegadas da Galiza grande parte delas trazia um verde brilhante simplesmente fantástico que se batia com os melhores Itoigawas que tinha visto, optei por as colocar na zona mais solarenga do meu viveiro, seguindo todos os conselhos e mais alguns para dar a estas árvores as melhores condições. Passado 3 anos e mesmo com a descoloração tipica da Phytophthora (que não ajuda certamente à festa) começo a discordar sobre as Sabinas adorarem assim tanto o Sol.

Uma destas Sabinas que sofreu uma descoloração acentuada, esteve virada para o mesmo lado cerca de 3 anos (devido à disposição da massa verde) o lado virado ao sol não estava certamente com o melhor verde e já não se batia com os melhores Itoigawas, à partida culpei de penalty  a praga que tinha asolado o meu viveiro, mas quando decidi virar a árvore (já nem sei bem porque!) não poderia ter uma surpresa maior, toda a parte que tinha estado praticamente à sombra durante 3 anos, tinha um verde absolutamente de sonho, estava extremamente vigoroso e transpirava saúde. Rapidamente comecei a tentar identificar o mesmo padrão nas outras Sabinas e todas corresponderam, o lado onde apanhavam mais Sol, não era o lado mais vigoroso, enquanto o lado com menos sol estava com um verde muito mais interessante.

E foi ai que juntei mais algumas peças do Puzzle, algo que sempre identifiquei nas minhas Sabinas era que o interior da folhagem estava sempre com um verde mais interessante, a minha suposição era que nessas zonas a árvore conseguia guardar mais humidade logo tinha outro vigor, juntando a outra peça do Puzzle chego à conclusão que nessas zonas a massa verde tem uma exposição ao Sol muito menor.

Neste momento estou a passar as minhas Sabinas para zonas menos solarengas do meu viveiro e borrifo as minhas árvores regularmente à noite com água mineral (Garrafão de 5L 0,55€), até ao momento os resultados parecem-me ser positivos, mas ainda tenho um longo caminho pela frente para chegar a algo que se possa chamar de “Conclusão”. Este Verão também tenho como plano acrescentar mais rede ao restante viveiro para as proteger do Sol. (Questiono-me se essa é uma das razões que leva o Enrico Savini a ter todos os seus Juniperus e alguns Pinheiros debaixo de rede.)

E os Itoigawas perguntam vocês? Pois bem, tenho 3 Itoigawas, um deles o Odoriko que veio do Japão e os 3 não poderiam estar mais vigorosos, um verde fantástico, um vigor exemplar e não reclamam nem falta de humidade nem excesso de Sol. Questiono-me se esta versatibilidade e resistência não são uma das razões para serem tão populares a nível Mundial.

Por agora não há muito mais a dizer sobre as Sabinas, há que continuar a trabalhar e a manter um cultivo aprumado e esperar resultados das novas condições e técnicas que lhes estou a dar. Só o tempo dirá se a descoloração é da Phytophthora, da minha azelhice ou se afinal tenho uma pontinha de razão. Viver e aprender.

Smoke Dragon X 24

Fechei ontem o ano com “o milagre da reprodução”, 24 estacas da Smoke Dragon que é sem dúvida de todos os Juníperos da minha colecção a que que apresenta uma massa verdade de maior qualidade, tento assim desta forma replicar os “genes” para futuros Shohin’s. Agora é esperar que peguem em força, quanto à árvore em si, continua o seu percurso e irá ser transplantada no início de Março.

No geral, está ai o Janeiro mais um mês forte de trabalhos que se estende até final de Fevereiro antes de entrar a época dos transplantes e para ambas as épocas tenho uma lista extensiva de modelações e transplantes.

Espero que as entradas em 2012 tenham sido boas e desejo a todos sem exceção um excelente ano, cheio de saúde, felicidade e muito Bonsai.

Juni X Cobre


Julho 2009


Abril 2010


Novembro 2011


Novembro 2011

Este Junipero Itoigawa está comigo desde 2009 e ainda não o tinha colocado no blog, desta forma aproveito a modelação que lhe fiz hoje para mostrar um pouco do seu percurso, é uma árvore muito humilde mas que ao longo destes anos tem me ensinado imenso sobre a espécie e sido um excelente companheiro de treino. Esta última modelação a árvore deu mais um pequeno passo e serviu também para treinar a aramação com cobre.

Adorei aramar com cobre, já tinha tido algumas pequenas experiências mas nunca tinha feito um trabalho por inteiro, embora o cobre tenha um “feeling” bastante diferente ao aramar é muito mais preciso na dobragem e colocação dos ramos.

Quanto à modelação este é apenas mais um passo no percurso da árvore, desde 2009 que tenho desenvolvido o ápice do zero e feito um esforço para a árvore ir fazendo back budding existem ainda muitas decisões a tomar no futuro, principalmente a possível remoção de alguns ramos para simplificar o desenho e a criação de madeira morta, mas tudo a seu tempo, por agora serviu o seu propósito que era treinar a aramação com cobre e modelar mais uma árvore.

La Chica Mala

Dentro da colecção do Alberto Baleato a qual já tive a sorte de visitar existem muitas árvores fantásticas, mas no meio delas todas vive uma extremamente especial a Chica Mala, não será ao total acaso o nome que o Alberto lhe deu, pois a verdade é que esta pequena grande árvore já foi e continua a ser alvo de cobiça, eu próprio já a cobicei! É uma Sabina Shohin com uma madeira morta natural fantástica, com um movimento e umas “curvas” de uma extrema beleza e com todos os defeitos que uma “chica de yamadori” deve ter, escusado será dizer que esta árvore ao vivo é de uma beleza inspiradora.

Tão inspiradora, que mal o Alberto voltou a escrever sobre ela no seu blog, senti-me cheio de vontade de desenhar um virtual para lhe oferecer, não sei se este será o caminho a seguir, mas só de ter o privilégio de observar mesmo que apenas de forma aproximada o seu futuro, já valeu as horas que investi a desenhar este “regalo”. Viva La Chica Mala!

Novas Sabinas

Ao longo destes quase 2 anos nesta arte, muita coisa mudou, mas existe algo inalterado e esse é o meu amor por Coníferas, mais precisamente por Juníperos, foram possivelmente a primeira espécie que me fascinou de forma arrebatadora e continuam a ser a espécie que mais gozo me dá trabalhar, observar ou estudar. Acima de tudo são uma espécie desafiante e singular onde reside um grande poço de sabedoria que luto sempre que posso por aprender mais e mais de forma a dar as melhores condições aos exemplares que já residem na minha colecção.

Adquiri recentemente mais 3 Juniperos ao Alberto Baleato, são árvores de porte médio e tinha como principal objectivo aumentar a minha colecção de Sabinas, em princípio em Julho irei-me deslocar mais uma vez à Galiza de forma a ir buscar estes 3 novos exemplares e está claro visitar o meu amigo Alberto.

Transplantes

Sempre que mexemos nas árvores acabamos por as redescobrir de alguma forma, um novo detalhe, uma nova frente, uma nova árvore. Os transplantes não são excepção, pois são uma excelente oportunidade de as observar de ângulos que muitas vezes quando estão num vaso se tornam complicados de visualizar. Esta primeira época de transplantes do ano fez-me redescobrir 5 árvores que estavam no meu viveiro.

A lista de trabalhos não era pequena, numa colecção de 17 árvores, 8 delas necessitavam de transplante, tendo em conta o tempo disponível e de forma agilizar todo o processo, optei por deixar 3 Oleas para Agosto.

Dentro das 5 árvores que transplantei, existia um caso especial que era a separação da Sabina Duplo Tronco a decisão estava tomada já há bastante tempo e foi durante um workshop com a Maria João Simões que a operação decorreu, não foi propriamente um processo simples mas foi certamente muito interessante.

Sabina “ryuhyou”

Esta foi uma árvore que ainda não tinha apresentado no blog, embora já tivesse aparecido por algumas vezes em fotografias do meu viveiro. É uma árvore que adquiri ao Alberto Baleato, quando o visitei mais o João Pires para ir buscar a Smoke Dragon, na altura queria tornar ainda mais “proveitoso” os 1200Km que iria ter de percorrer (as desculpas que um gajo arranja para comprar mais uma árvore!).

Na altura da aquisição, a discussão entre nós os 3 foi muito interessante existiam algumas opções, esta era sem dúvida de todas as árvores a menos vistosa à primeira vista, embora de forma inteligente o João questionava-me se eu não deveria investir em material diferente do que já tinha o que sem dúvida era uma questão bastante pertinente e então comecei a olhar para este projecto com outros olhos e acabei por o escolher.

Sendo o mais sincero possível, após alguns meses no viveiro, eu próprio me questionava se esta Sabina tinha sido uma boa escolha, não era propriamente uma árvore fácil, a solução não seria certamente óbvia e embora tivesse algumas ideias parte delas até discutidas na altura da aquisição da árvore as mesmas poderiam ser infinitamente questionáveis, mas por algum motivo estranho esta árvore provocava-me uma ansiedade absurda e perdi a conta às horas que passei a olhar para ela e a pensar o seu futuro…

Após muitas horas e muitas ideias, decidi avançar para um virtual que acabou por me esclarecer qualquer dúvida que pudesse ter em relação a esta árvore. Simplesmente adoro o resultado e estou ansioso por percorrer todo o caminho até ao resultado final.

Juniperus Shimpaku “Odoriko”

A Família continua a crescer…

Juniperus Itoigawa

Este Juniperus Itoigawa foi uma das minhas primeiras aquisições e foi a primeira árvore que modelei na minha vida. Há 1 ano atrás sentei-me com a Maria João Simões para começar a trabalhar nesta humilde árvore que é sem dúvida especial para mim, pois foi com ela que dei os primeiro passos nesta arte e marca o meu primeiro workshop com a Maria João. Não interessa se um dia ela vai ser ou não um verdadeiro Bonsai, interessa sim o que ao longo deste ano esta árvore me ensinou.

Como me prometi a mim mesmo de forma a evoluir, todos os fins-de-semana de manhã passo pelo viveiro e trabalho uma árvore ou várias, depende do que há para fazer e não é preciso dizer que há sempre algo a fazer, não é? Este fim-de-semana já tinha planeado tratar deste Junípero era uma árvore que tinha sido modelada o ano passado pela primeira vez, já tinha sido totalmente desaramada há uns meses e esta Primavera apresentou um crescimento acentuado, estava extremamente vigorosa e cheia de força e então decidi colocar-lhe a mão.

Limpei um pouco o tronco, pinçei  no geral toda a árvore acentuando essa pinçagem nas zonas mais fortes, aramei e modelei. Existem diversas opções estéticas que a seu tempo terei de tomar, mas agora não era certamente a altura, apenas não quis perder o trabalho que tinha vindo a ser desenvolvido ao longo do ano. Na próxima época de transplante se a árvore se apresentar igualmente saudável e vigorosa será certamente transplantada para um vaso de Bonsai.

Juniperus Itoigawa

juni_12_junho2009

juni_12_virtual

Poderia parecer um verdadeiro clichê, um aprendiz apaixonar-se por coníferas e talvez seja. Mas a verdade é que quanto mais tempo passa, mais me apaixono por Coniferas principalmente pelos Juniperus Itoigawa, dai o nome do meu blog. São na realidade a espécie que mais me atrai, ultrapassando a parte da estética e da beleza única destas árvores vejo nelas uma tela perfeita para “pintar” a minha criatividade. Mesmo sendo uma espécie dificil não demorei muito a embarcar neste caminho e definir que o meu objectivo principal que é especializar-me neste tipo de árvores. Como é óbvio não colocarei nada de lado e existe também uma porta aberta para as folhosas embora numa escala menor.

Em Maio 2009 adquiri dois humildes Juniperus Itoigawa. Após 5 meses em contacto com esta espécie cada vez tenho mais certeza que este é o meu caminho. Estas duas pequenas árvores têm me dado lições diáriamente e junto delas tenho aprendido muito. Foram estas duas árvores que trabalhei lado a lado com a Maria João, foram as primeiras de muitas, espero…

Por agora fica aqui uma fotografia do Juniperus mais novo, após o workshop e o seu virtual.