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Estou de volta do workshop com Antonio Gesualdi, foram 2 dias intensos onde testei as minhas poucas capacidades nesta arte, tenho de admitir que não foi fácil devido à minha inexperiência acompanhar o ritmo. Muitas vezes pensei que não iria conseguir superar os desafios/pedidos do Antonio pois quase todos eles eram novidade para mim, nunca tinha feito Sharis e Jins, nunca tinha queimado a madeira morta, nunca tinha aplicado pasta cicatrizante, nunca tinha pinçado um pinheiro, nunca tinha aplicado ráfia a única coisa que tive de fazer que já tinha feito apenas 3 vezes era aramar.
Escusado será dizer que adorei estes dias pois tive a oportunidade de praticar esta arte intensamente, quase num modo de “terapia de choque” mas em nada considero esta experiência negativa antes pelo contrário, pois sinto que evolui e aprendi muito. Não fiquei surpreendido com as minhas falhas, pois tenho muito bem a noção de onde estou e para onde quero ir, preciso treinar muito e continuar a estudar esta arte para alcançar os meus objectivos pessoais.
Quanto ao Antonio Gesualdi, é um verdadeiro artista com uma capacidade estética e técnica fantástica, que se esforçou ao máximo para entender e dar a entender as suas ideias mesmo com uma barreira grande entre o Italiano e o Português, sempre com muito boa disposição e muita vontade de ensinar e ajudar toda agente.
Gostava de agradecer especialmente aqueles que me ajudaram, quando viram que eu precisei de ajuda, são eles o Ivo, o Paulo, o Carlos e o Mário e agradecer a todos os outros membros do clube pelo apoio moral e pela excelente companhia que proporcionaram durante todo o fim-de-semana. Obrigado.
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Antonio Gesualdi foi o artista convidado para o Workshop do Bonsai Clube do Porto que se realiza dia 30 e 31 de Janeiro. É com bastante agrado que irei marcar presença neste workshop, que acredito que vai ser mais um passo no meu caminho na Arte do Bonsai.
O entusiasmo é muito e a vontade de trabalhar nas árvores é ainda maior. Já decidi quais as árvores que levarei para o Porto, para os dois dias de workshop, as opções não eram muitas mas mesmo assim acredito que levo duas árvores interessantes, o Pinus Sylvestris e a Olea Sylvestris.
Tenho de confessar que estou um pouco nervoso quanto à minha inexpriência, espero conseguir superar os desafios necessários para tirar todo o “sumo” deste workshop.
Estou extremamente curioso para ouvir a opinião do Antonio e de trabalhar juntamente com ele nestas duas árvores, igualmente contente estou por ir passar três dias ao Porto uma das minhas cidades favoritas e reencontrar duas amizades que tenho vindo a fazer, o Mário Eusébio e o Ivo Santos.
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Esta árvore não faz parte da minha colecção, é um Pinus Sylvestris com 90cm de altura que faz parte da colecção do Alberto Baleato e que está a servir de mote a um pequeno amigável concurso de virtuais. Optei por desenhar não pela competição ou pelo prémio, mas pelo desafio e pela oportunidade de ir treinando as minhas capacidades estéticas.
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Após diversos meses a olhar para esta Olea, fui tomando algumas decisões. Desta forma avancei com o virtual para testar e visualizar melhor algumas das minhas ideias. Sendo isto um virtual meramente exemplificativo, existem algumas coisas que a seu tempo vão ganhando força, como a necessidade de uma copa grande e densa para contra balançar o peso do tronco principal, com um ligeiro toque a descair para a esquerda para acompanhar a ligeira curva natural da árvore. Quanto ao vaso optei por um Dan Barton escuro com um pequeno toque de cor com bastante textura para contrastar com a massa verde.
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Um novo projecto para 2010/2011 sobre o qual não me irei alongar por agora. A seu tempo irei colocar mais informações e mais fotografias.
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Quanto mais mergulho nesta arte do Bonsai mais fascinado fico com todos os detalhes necessários para tornar um projecto bom num projecto fantástico. Ultimamente tenho explorado diversos artistas ligados à produção de vasos de Bonsai e certamente o vaso é um dos pormenores mais importantes nesta arte, pois para cada um de nós existe o vaso certo para cada árvore tendo em conta a história que queremos contar e as hipóteses são extremamente diversificadas se tivermos em atenção o nível de oferta que existe hoje em dia, do mais sóbrio ao mais dramático existem para todos os gostos e feitios.
A palavra Bonsai que significa Árvore num Vaso não nasce ao acaso e acredito seriamente que mesmo uma árvore excelente, pode perder muito ou perder quase tudo numa escolha de um vaso errado. É um passo importante que deve ser pensado ao longo do tempo e que em nada deve ser uma decisão precipitada, pois é o conjunto final da árvore com o vaso que no fim irá contar uma história épica ou um filme de terror de classe B.
Se no início fiquei fascinado pelos vasos Japoneses Tokoname, tenho vindo a descobrir diversos artistas europeus, nomes como Dan Barton, John Pitt, Gordon Duffet, Stone Monkey, Wall Sall Studio entre outros que apresentam um trabalho tão bom quanto os vasos Japoneses e que devem ser sem dúvida alguma considerados uma opção, algo que no início por inexperiência os coloquei um bocadinho de lado, mas após explorar o trabalho deles mudei completamente de opinião.
Existem diversos estilos, formas, cores e se mesmo assim não encontrarmos aquele vaso com que sonhamos para aquela árvore especial, existe sempre a oportunidade de fazer um vaso à medida da nossa árvore com os detalhes que idealizamos e discutirmos todos esses detalhes com o artista que o produz. O mais interessante é que não é assim tão caro produzir um vaso customizado, obviamente tendo em conta o trabalho envolvido e que a peça que estão a realizar para nós é totalmente exclusiva.
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Após dois meses de trabalho duro, o viveiro encontrasse agora operacional e começa a seu tempo a ganhar vida. Não existe palavras para descrever as horas que passo a olhar para os diversos projectos, sei que me dá imenso prazer e me retira da minha rotina, a seu tempo estes projectos ficarão com caminhos definidos e terão um longo caminho a percorrer.
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Um projecto fora de horas, que não estava certamente nos meus planos tendo em conta que já tinha decidido que até Abril/Março 2010 não voltaria adquirir material. Mas nem sempre as coisas correm como planeadas, uma boa oportunidade de ficar com um novo projecto dentro de um estilo que ultimamente me tem agradado bastante falaram mais alto. Muito em breve terei novidades desta árvore.
Pinus Sylvestris, 10cm de Nebari, 45cm de altura.
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Um projecto estimado em 3 dias passou a cerca de 1 mês de trabalho árduo, uma pequena grande aventura no mundo da bricolage juntamente com o meu tio, com a ideia de desenvolver um pequeno viveiro para as minhas árvores.
Quando começei nesta arte nunca pensei que num curto espaço de tempo estaria a trabalhar para aumentar o meu espaço, optei por um sistema de rega dupla da Claber, o viveiro ainda não está concluido faltam alguns detalhes e iluminação, mas já coloquei algumas árvores para ir acertando a rega.
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Após muita ponderação sobre a última aquisição deste ano, mais uma vez optei por uma Sabina. É um projecto especial e desafiante que me ocupará os próximos 7 a 8 anos. A árvore tem detalhes deliciosos, um tronco duplo que é raro nestas espécies, um Shari e dois Jins naturais com curvas súper harmoniosas.
O trabalho vai ser extensivo, existe muito a comprimir, existe muito a corrigir e refinar e existe ainda um trabalho a nível de massa verde que vai demorar muitos anos, possivelmente será enxertada de Itoigawa, mas vamos dar tempo ao tempo.
Por agora ficam duas fotos, os virtuais em breve. Mais uma vez obrigado Alberto.
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Em conversa com o Alberto, pois ele já olha para esta Sabina há 1 ano, surgiram algumas ideias, desta forma decidi avançar com o Virtual. Foram 5 horas de trabalho que valeram totalmente apena de forma a ter uma visão privilegiada do seu futuro. A maior parte das mudanças são apenas refinamentos do seu Shari natural e de um Jin superior que decidi manter, a maior mudança é a viragem do angulo original da árvore para a esquerda todo o resto é desenvolvimento de massa verde.
Em conversa com o Rui Ferreira decidi aceitar algumas sugestões dele e realizar um segundo virtual o resultado também me agrada muito, tenho cerca de um ano para decidir qual o caminho a seguir. A ideia neste segundo virtual é dar maior destaque ao seu Shari natural que se transforma em leque e que atravessa toda a árvore e balançar a madeira morta com a massa verde.
Em breve farei o virtual da Olea Sylvestris, após discutir algumas ideias com o Ivo.
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Esta é a minha última aquisição. Mal o Alberto Baleato me enviou as fotografias desta árvore fiquei apaixonado, aquele Shari que percorre o tronco principal onde se torna uma espécie de leque deixou-me fascinado e logo decidi embarcar neste projecto.
Quanto há Sabina é de origem Yamadori, tem um ano de cultivo em vaso logo terei de esperar até Junho/Julho 2010 para começar a trabalhar nela. Mas como normalmente digo “tenho tempo…” até lá irei planear o seu futuro. Só vou receber esta árvore em Outubro altura em que me conseguirei encontrar com ele.
Quanto ao Alberto é uma pessoa humilde, sincera e atenciosa, que me deu as melhores condições e segurança para adquirir este projecto. Uma pessoa que não teria a hipótese de conhecer senão fosse o meu amigo Mário.